Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja
cada vez mais rara: a elegância do comportamento.
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que
abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a
hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando
não há festa alguma nem fotógrafos por perto.
É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.
Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam
longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz
ao se dirigir a frentistas.
Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem
prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece,
é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete
e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte
antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
Oferecer flores é sempre elegante.
É elegante não ficar espaçoso demais.
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo,
a estar nele de uma forma não arrogante.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação,
mas tentar imitá-la é improdutivo.
A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe
de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que
acha que com amigo não tem que ter estas frescuras.
Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que
não irão desfrutá-la.
Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura.
Marta Medeiros
segunda-feira, 28 de junho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
texto de rubem alves
Todas as palavras tomadas literalmente são falsas. A verdade mora no silêncio que existe em volta das palavras. Prestar atenção ao que não foi dito, ler as entrelinhas. A atenção flutua: toca as palavras sem ser por elas enfeitiçada. Cuidado com a sedução da clareza! Cuidado com o engano do óbvio! (Rubem Alves).
quarta-feira, 16 de junho de 2010
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Para você o primeiro pedaço, por que não oferecer a pessoa mais importante no seu caminho... Afinal de contas tudo no final nada mais é do que você e você. Sem essa de que o outro desvia seu caminho, afinal quem o permite se não você. Deixada na porta da igreja como toda a sociedade só a esperando sua entrada para mais uma fase da vida, depois de alguns dias pra não dizer horas essa mesma sociedade estará em outra igreja, à espera de um alvo. Por isso parto dessa visão, podendo mudar, que nos permitimos errar, acertar, mesmo que nossos acertos estejam no dia seguinte nas capas dos jornais. No fim das contas... Isso também passará... Tendo como observação, que somos não mais que resultado da visão da sociedade, como seria se formos resultados de nossas escolhas sem influencias?! Ate mesmo que ditamos como certo e errado nada mais é do que o resultado do que nos acompanha, e nem sempre do que somos. Então partimos do pressuposto que o que vale é o sentir-se bem. Nada mais importante que mentes limpas, o que seria dos problemas caso não os dermos importância? O que seria daqueles, jornais, caso não os lemos? É nada seria do falar se o falado não ouvir... Cabe escolhermos o que realmente importa o que realmente vale ser pensado nas horas vagas... Problemas são apenas do tamanho que os colocamos, proporções que os definimos, tudo não passa de frutos de nossas mentes... Raissa Apolinario
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